Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

Super Shiryu Land: E3 2010, uma semana depois...

 

Enquanto o país estava com a cabeça na África do Sul, eu estava com mais atenção ao que decorria em Los Angeles. Foi apenas a semana passada, mas não só já tenho saudades como continuo com o sorriso tonto de uma criança numa loja de brinquedos. Recordo aqui três momentos marcantes da E3 2010 que me levaram a querer voltar escrever no ExGaD:

 

Depois de uma barragem de revelações na Wii, a 3DS surge das brumas e Iwata captura a imaginação de todos os gamers à face do planeta. devido à impossibilidade de transmitir o efeito 3D nos ecrãs tradicionais, ficamos todos dependentes das impressões dos jornalistas e espectadores que estiveram presentes nas enormes filas de espera para poderem testar a nova revolução portátil da Nintendo. Se por um lado o cepticismo imperava no sucesso da Wii quando foi apresentada, o mundo em geral parece acreditar no sucesso da 3DS. O tempo o dirá...
Kevin Buttler, Senior VP of Awesome foi o ponto alto de uma conferência bastante morna por parte da agora humilde Sony que teima em ocupar o 3º lugar na indústria. A sua intervenção não só relembrou o facto de no fundo estarmos todos unidos pela mesma paixão mas demonstra o quanto mudou a Sony em relação à imagem que quer agora transmitir ao público. Aprovei!

Este é o Kinect. Atrás vemos a agora conhecida informalmente como Xbox 360 Slim. Segundo a Microsoft, ambos não irão despertar consciência e declarar guerra à humanidade. São sim o futuro do entretenimento digital. Acredito nas reais possibilidades do Kinect como novo interface entre humano e sistema, mas quanto a jogador... há algo que simplesmente não me convence. Sem um controlador físico entre nós e o jogo, como é que nos conseguimos sentir parte do jogo? Sem um pedal para fazer um carro acelerar ou um volante parar virar, sem uma espada para sentir a vibração de acertar num adversário, sem um D-pad para fazer D,DF,F+P... estarei velho e ultrapassado? Terei adoptado o tradicional joypad como religião e não consigo ver-me a jogar no Kinect? O futuro dirá se sou uma minoria...

 

Esta E3 realmente deu-nos a todos algo com que sonhar. Foi sem dúvida um sucesso enorme em relação a edições anteriores. Espero descobrir convosco todas estas novas experiências que por aí se avistam. Espero ainda ter o tempo suficiente para poder partilhar aqui as minhas opiniões. Mas o futuro é sempre uma incógnita... uma incógnita a qual agora encaro com o mesmo tonto sorriso a que me referi no primeiro parágrafo.

 

Shiryu

Estadus Psicologicus:

Da mente extraordinária de Shiryu às 10:53
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Super Shiryu Land: 2008, ano... qualquer coisa!?



   2008 veio e foi. Memórias de um ano em que tudo mudou na minha vida? Muitas! Vale a pena falar disso? Não sei, eu posto aqui, vocês lêem se quiserem...





 


   Se 2007 foi o ano Videojogos, 2008 foi o ano... erm, epá, não sei. Foi definitivamente o ano de qualquer coisa, por isso, siga aqui dar uma de nostalgia deste ano que finda hoje. Aliás, tenho a certeza que é um post extremamente original, de certeza que mais nenhum website ou blog faz posts de revista do ano que passou...

 

 

Melhor Jogo Wii

 

 

   É desesperante ser-se jogador Europeu, tendo os meses de atraso entre o lançamento americano e europeu do Smash Bros Brawl um verdadeiro suplício para qualquer ser humano. De qualquer modo, a espera valeu a pena, é de longe um dos jogos que mais conteúdos oferece pelo preço, sendo capaz de continuar a ser uma peça relevante na lista de jogos da Wii durante muitos anos vindouros.

 

 

Melhor Jogo DS

 

 

   Não foi fácil escolher o melhor, pois existem mesmo imensas escolhas na portátil da Nintendo, mas ter o Geometry Wars Galaxies disponível no bolso em qualquer lado é um luxo do qual eu quando miúdo jamais imaginaria ter. Venham mais sequelas, que eu compro!

 

 

Melhor Jogo Que Não Estamos A Jogar

 

 

   O famoso prémio  MJQNEAJ! Este deixo apenas aqui a fotografia e vou sair de mansinho  para não começar a desbobinar sobre o assunto. Isto de ser jogador europeu é f... erm,  "lixado".

 

 

Melhor CD do Shiryu

 

 

   Um dos motivos que me deixou triste no ínicio do ano (assumi que com o meu novo emprego, iria deixar de ter tempo para estas coisas) e até um pelos quais desisti do ExGaD foi o Shiryu Music, esse website que comanda um sonho. Afinal, estava erradíssimo, assim que me apanhei de férias, foi o portátil e eu, eu e o portátil. Não só voltei para Lisboa com The WipeOut Legacy, mas ainda com o semi-completo Return 2 Arrakis. Este é na minha humilde opinião o CD da minha vida, tendo já comentado com o Namorado que não faço ideia de como é que irei fazer melhor que o dito. Mas se no ínicio de 2008 também achava que seria o fim do meu hobby e foi o que se viu... venha de lá esse 2009! Recordemos o Spice:

 

 

 

Melhor Personagem

 

 

   Não faço ideia de que videojogo saiu este personagem, mas seja qual for eu quero-o comprar! Parece que se chama Obama , The One e os sonhos de milhares dependem dele. Penso mesmo ser o melhor presidente dos EUA sem ainda sequer ter começado a exercer. Xiça que isto é que é carisma! Estou desejoso para ver os golpes especiais dele na economia internacional, já para não falar em como irá salvar desta vez a princesa Israel...

 

 

Melhor Humor Nacional

 

 

   Mais um que dispensa qualquer comentário. Mil agradecimentos ao Luxxx por me ter chamado a atenção para o Programa do Aleixo, o melhor humor que se faz de momento em Portugal sem qualquer duvida. Hoje em dia, expressões como "Já fostes com os queixos à ladeira!", "Não sejas vagaroso mental!", "Quanto é que tivestes a cubos e cones?" Fazem parte do meu léxico diário, tendo eu de ter cuidado para não proferir no expediente coisas em voz alta como "Ai ca burro!" ou "És muita nabo!"

 

 

Melhor Filme

 

Why so Shiryus?

 

   E pronto, são estas as minhas memórias de 2008. A todos desejo uma excelente passagem de ano para 2009 e cá nos encontramos todos no outro lado.

 

Fonte: A mente perturbada de Shiryu


Shiryu      
Estadus Psicologicus:

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Super Shiryu Land: Nível 65, sr. Spock!





   Tempo de reflectir um pouco da forma como gastei 1 dia, 11 horas e 23 minutos da minha vidinha.É isso mesmo meninas, alguma coisas devem estar a fazer mal, se eu me entretenho mais a dar tiros virtuais do que a dar-vos mimos e beijinhos...





   Foi ontem, finalmente, a muito cobiçada quarta estrela. Senhoras e senhores, o Comandante Shiryu apresenta-se ao serviço.


 

   Parece que foi ontem que vos escrevi aqui, desempregado da vida, o ExGaD Hands On da entrada prévia do franchise Call of Duty. Notem como eu muito bem profetizei que Call of Duty 5 iria ser pior. Simplesmente o armamento da segunda grande guerra não poderia competir com o de Modern Warfare.

 

   Longe estaria eu de acreditar que um ano depois estaria de novo a jogar online como que possuido... na Wii! Sim, é verdade, a versão Wii tem muitos cortes em relação aos seus congéneres PC/360/PS3 mas jogar com Wiimote é outro luxo.

 

  E o silêncio! Adoro o silêncio! Ou seja, quando fazia pontuações de mais de 50 frags por ronda, não tinha de ler ou ouvir insultos à senhora minha mãe. Sendo este um dos aspecto mais criticados na Wii, foi coisa que não me aborreceu.

 

Example of standard Shiryu Rules of Engagement

 

   Falando em famíia, ando um pouco desleixado... então os senhores meus pais teriam a receber 2780 cartas, sendo que muitas diziam coisas do género "O seu filho morreu em combate porque foi estúpido e se atirou para uma zona a ser bombardeada por fogo amigo", "O seu filho morreu em combate porque achou boa ideia esconder-se atrás de um barril vermelho, daqueles que explodem." ou a mais parva "O seu filho morreu em combate porque achou prudente correr para cima da propria granada". Enfim, são coisas que só não acontecem a quem não joga, né?

 

   Mas um momento de silêncio em honra dos 4831 que foram com os queixos à ladeira (TM Bruno Aleixo) por acção directa ou indrecta da minha pessoa. Se não fossem eles, não seria Comandante, não teria todas as minhas armas upgraded ao máximo, não me teria divertido que nem um parvo psicótico neste último mês. Obrigado, minhas vitimas, não vos esquecerei, nenhum dos 4831, nomeadamente as 403 que foram headshot, vocês são especiais!

 

"Palminhas para o Comandante Shiryu. Palminhas senão ele não se cala..."

 

   A minha prendinha de tal proeza foi uma M1 Carbine e o Lança Chamas. Ambas funcionam bem em conjunto, com a M1 a limpar o sarampo a tudo e todos de médio a longo alcance e o cospe-fogo a limpar o sebo a quem tiver o azar de estar a menos de dois metros de mim.

 

"Nível 65, senhor Spock! Tá a ouvir? Nível 65!"

 

   Eu sei que é parvo, mas este era um dos meus grandes objectivos antes do fim de ano. Tou feliz! Quem são as próximas vítimas!?

 

   Disclaimer: World War II was really, really bad and stupid, but it makes for good videogames...

 

Fonte: A perturbada mente de Shiryu


Shiryu      
Estadus Psicologicus:

Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Super Shiryu Land: ExGaD Round 2... Fight!





   Como podem ter notado, o ExGaD está a ter updates diários! Mas afinal o que se passa? E alguém quer saber? Se sim, é melhor lerem abaixo....



   Bem vindos ao ExGaD Round 2. Os que me conhecem sabem bem que não sou pessoa de desistir de "coisas", mas desisti do ExGaD porque não tinha capacidade para o tornar no que tinha visualizado (com os cumprimentos do meu emprego demasiado sério e dos meus amigos ocupados com a vida real). Foi muito frustrante, pois diverti-me imenso nos meses que aqui "trabalhei" a custo zero.

 
   "Custo Zero", estas palavras são importantes. Uma das ideias básicas era criar algo baseado nos serviços do SAPO (fotos, blogs, videos) de forma a fazer algo sem ter de me preocupar com custos de hosting, problemas técnicos, etc. Como de qualquer modo eu já comprava os jogos (mais cedo e mais baratos), não vejo mal nenhum em partilha-los com vocês. Isto não mudou.
 
   Então o que mudou? O FNintendo. Um de muitos projectos nacionais de videojogos, gerido por pessoas como eu dedicadas "à causa" que o fazem sem qualquer remuneração ou apoio das pessoas que ajudamos a fazer dinheiro. Um staff impecável e uma comunidade de miúdos decentes, não poderia ter pedido mais, estava em casa. Fui feliz lá e fiz parte do staff durante três semanas de muito trabalho. No entanto, tive de me demitir, não consigo ter o luxo de trabalhar segundo "as regras", pois já tenho regras (e chefes) a mais no meu emprego real. Foi com pena que tive de os deixar, sendo que certamente fiz lá amigos para a vida. Mas a seriedade que eles querem nos artigos simplesmente não é comigo. Espero que eles consigam o patrocinio oficial da Nintendo em Portugal.
 
  Depois veio o dia 6 de Dezembro:
 


   Não me é possível transmitir por palavras o motivo pelo Video Games Live ter sido o melhor evento que alguma vez fui na vida. Eu era o rapazinho que ia para a escola ser gozado pelos meus colegas por ter no cassete do walkman músicas de diversos jogos do Commodore Amiga (as minhas míticas Amiga Mix Tapes) e posteriormente Super Nintendo. Não o fazia apenas por gostar, mas para decorar as notas e reproduzilas no meu orgão.

 

   Passados estes anos todos quem se ri hoje sou eu e o VGL foi a prova que em termos de música, os videojogos são um dos campos onde existe mais inovação e qualidade na indústria. Não é fácil em duas horas ver os meus 30 anos de vida a passarem-me à frente, mas foi o que aconteceu. Tive muita pena de todos os meus amigos "viciados" não poderem ter estado comigo naquela noite.

 

   Não sei porque, mas acordei no dia a seguir e postei aqui os quatro vídeos que fiz no VGL. O ExGaD fazia sentido de novo. Mas diferente... como podem ter percebido, só estou cá eu. Isso vai-se reflectir nos seus conteúdos.

 

   Virei aqui partilhar convosco o meu mundo. O meu mundo multimédia: os meus jogos, as minhas músicas, os meus filmes, anime e séries de TV favoritos, enfim, o "eu". Como muitos sabem, desta geração possuo a Wii e a DS, por isso peço desculpa aos aficionados da Sony e da Microsoft, admito que possam aparecer aqui notícias de ambas que sejam do meu interesse, mas de resto, vai mesmo ser só Nintendo, retrogaming e um pouco de PC.

 

   Penso que não irei fazer críticas, existem já muitas referências nacionais à altura como a GO, mas deixo a porta aberta a um bom ExGaD Hands On se continuar a arranjar jogos antes de tempo... pelo menos filmes, podem contar com eles SE (e frizo SE) o tempo o permitir, porque entre vida social, emprego e o Shiryu Music, o meu espaço de manobra é curtinho...

 

"Why so Shiryus?"

 

   Bem vindos de volta ao meu mundo. Bem vindos à minha demência, as boas vindas a um Shiryu completamente sem controlo e sem ter de agradar a ninguém.  Bem vindos ao ExGaD.

 


Shiryu      
Estadus Psicologicus:

Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Super Shiryu Land: Problemas MAMEísticos...






   Mais uma viagem à mente perturbada do Shiryu. Alguém lhe acabe com a miséria e arranjem-lhe o número de telémovel da Jade Raymond para ver se o rapaz se orienta de vez e nos poupe aos Super Shiryu Land, pois já ninguém o atura.



   Problemas! Eu tenho problemas. Lá está, são pequenos problemas para o mundo em geral mas eu não sou o mundo em geral, logo os meu pequenos problemas tornam-se grandes em pequenos espaços de tempo.

   Tudo começou com o documentário "KING OF KONG" (já em DVD algures pelo mundo) no qual me senti compelido a jogar Donkey Kong, o original, a primeira criação de Miyamoto.



   Este senhor málvado é o Billy Mitchell. Como é óbvio, ele é o mau da fita (basta ver a pinta e o cabelinho, lição que se aprende a ver anime). Ele é o campeão actual do Donkey Kong, com uns fabulásticos 1.050.200 pontos, devidamente verificados por um árbitro do Twin Galaxies.

   Foi toda a desculpa que precisei para ir buscar o MAME e começar a jogar Donkey Kong em doses diárias. Só joguei algumas vezes ao original Arcade quando era chavalo e nunca (NUNCA!!!) tinha passado o nível 4 (primeiro nível dos elevadores).

  Felizmente (Infelizmente?) comecei a trabalhar, e isso deveria ter sido o suficiente para ganhar juízo... claro, isso é algo que nunca abundou por estes lados, por isso, e como não fumo ou bebo café, eu não faço ditas pausas que "the people" costuma fazer. Em vez disso, ligo o MAME e lá estou eu armado em Jumpman quando me apanho sem nada para fazer.

   Já chego ao nível 6 sem grande problemas. No entanto, perco muitas vezes devido ao teclado do meu portátil, que definitivamente não é o mais indicado para estas jogatanas e sejamos honestos, não iria durar mais do que uns dias comigo a jogar Robotron.

   Aqui estava o meu problema. A resolução?



   15 €uros, USB, 4 botões de disparo. Caído do céu, compacto e barato. Não só excelente para o MAME, mas quase obrigatório para jogar Amiga. Jogar Pacman agora tem outra graça. Enfim, uma preciosidade e mais um pequeno grande problema resolvido. Tem cuidado Billy Mitchel, qualquer dia é dia...

   Agora só tenho de arranjar solução para o novo pequeno problema: "Como levar isto para o local de trabalho e justificar o seu uso durante horas de expediente?"

   PS: Alguém tem o número de telefone da Jade Raymond? Não? E da Flilipa Brazona? Caraças, nunca mais me oriento...


Shiryu      
Estadus Psicologicus:
Adeptus Musicalis: Gelen Berh - Time Will Tell

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Super Shiryu Land: 2007, Ano Videojogos?






   Mais uma semana, mais coisas que me preocupam e tiram o sono neste nosso mundinho videojogável. Mas se pensam que isto vai ser mais um típico olhar por 2007, talvez tenham uma surpresa... ou então não, eu é que tou a dizer isto para vocês lerem... a ver vamos.


   2007 foi de facto um ano fabuloso para a indústria dos videojogos. Um pouco por toda a Internet e imprensa especializada relembram os grandes jogos do ano, enquanto todos aplaudem o crescimento económico que chegou a indústria (pelo menos para alguns...).

   Já eu, estou preocupado. Muito preocupado. Sim, tenho uma Wii com uma coleção bastante respeitável de jogos. Sim, a DS é, de facto, uma portátil espetacular. O Metroid Prime 3 Corruption e o Super Mario Galaxy são dois dos melhores jogos que alguma vez joguei na vida. No entanto...



   ... é cada vez mais díficil de ignorar todo o tempo que passei a jogar Wii Virtual Console. Aliás, entre emuladores e as minhas consolas antigas,  não consigo contabilizar quanto tempo é que passei no dito "retrogaming" em relação à corrente geração (o "neogaming", portanto).

   Existem duas hipóteses:


   1) Eu estou velho. São os 30 anos a chegar aí à força toda. Como era jovem e impressionável, fiquei preso na geraçãp dos 16 bit (também conhecida como a geração de ouro os videojogos) pois tinha a idade certa para guardar na memória experiências que hoje são nostálgicas, e este meu comportamento é explicado pelo meu cérebro a enganar a percepção real dos jogos actuais. Assim sendo, não tem nada que se preocupar. Apenas eu é que estou a viver numa ilusão que os jogos do Commodore Amiga, Super Nintendo, Megadrive, Neo-Geo, CPS1 e CPS2 são melhores que os jogos actuais nas prateleiras.


   2) Eu estou certo. Alguma coisa se perdeu nestes saltos tecnológicos todos e todo este alarido pela alta definição e fotorealismo serve apenas para esconder o facto que hoje em dia, não há ideias novas, apenas se fazem sequelas de sequelas, obras de arte e inovações causam prejuízo, pensar diferente é estar errado. Neste caso... todos os milhões de dólares do mundo não vão conseguir suportar  o facto de que a criação de videojogos não está a evoluir ao mesmo passo da tecnologia.


   A ver vamos o que o futuro irá trazer. A título de exemplo,  eu amo o Ace Combat 6, é um jogo topo  de gama em termos de tecnologia. Não é uma revolução, apenas uma evolução tecnológica, pois o jogo (perfeito como é) é o mesmo dos titulos anteriores das consolas da Sony. Não me importo muito por esta evolução. Mas vamos a ver o Need For Speed Pro Street... epá, tenham vergonha, o Burnout original saiu há uns valentes anos e era melhor em todos os aspectos (que me perdoem os fãs de tuning...).

   Sempre houve mais lixo que qualidade nas prateleiras. É uma constante de há uma década para cá. O que mais me aflige é ver a criançada toda a comprar jogos nojentos, copletamente "brainwashed" pelos media e pelo que dita a moda, sendo-lhes cobrado 70 €uros em média por um jogo PS3/360.

   Custava-me muito dar 70 €uros por jogos da Super Nintendo, mas pagar isso na altura pelo Secret of Mana, valeu a pena? Valeu sim, pois ainda hoje estimo o jogo que tenho em cartucho. Acham que daqui a dez anos vou ter estimação pelo *inserir nome de título genérico da corrente geração aqui* que me custaria hoje 70 €uros? Se eu tivesse de apostar... a resposta é não.

   Despeço-me desejando umas boas entradas a todos, se me compreendem, agradeço. Se forem muito novinhos, é possível que pensm que sou maluco... também é uma possibilidade. Mas só eu sei o quão perto estou de virar as costas por completo à geração corrente de videojogos e "viver de nostalgia" que tanta alegria me trás, ainda hoje. E que me perdoem os "fanbois", mas quero deixar um bem-haja à Nintendo. São os únicos que, de facto, tentam inovar, e com eles, está a minha esperança...

   PS: Sabiam que o jogo que mais aguardo em 2008  é o Contra IV da DS?


Shiryu     
Adeptus Musicalis: Bear McCreary - Precipice

Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Super Shiryu Land: A Definição de "Ironia"






   Pensavam que já se tinham safo de apanhar com um "Super Shiryu Land" nesta semana, não era? Queriam, enquanto tiver cenas na cabeça que me aflijam, que remédio tende vós senão ler... quer dizer, a não ser que passem a outro post... não façam isso!


   A vida é uma eterna lição sobre "Ironia". Ainda hoje consigo ficar espantado quando o elemento do sexo oposto pelo qual me deixo enamorar acaba por casar com o maior otário possível à face da Terra (apesar de ter sucedido já três vezes, sim, eu ainda consigo ficar admirado!), quando os gajos que não fazem nestum nas aulas ou nem sequer por lá aperecem tiram 17 ou 18, sendo bestas completas (dica para os senhores professores: c-á-b-u-l-a-s) ou até quando ditas bestas arranjam empregos em que têm resposabilidades a seu cargo de tal importância, que me admiro por vezes como é que o páis não vai ao fundo.

   Mas a Ironia da vida real é apenas chata, falemos então da Ironia videojogável, que sempre me fez rir.

   Para vossa consideração,  William F. Guile, coronel da força aérea americana e meu personagem favorito de um tal jogo da Capcom de nome Street Fighter II(ouvi dizer que era popularucho, vá se lá saber porque...). Aqui o bom Coronel Guile é o cume da Ironia! Já para não dizer um pouco rude e machista...

   Lá está, isto não me parece muito correcto. Já é um pouco rude voltar-se para a Chun Li e dizer "Are you MAN enought to fight with me?", mas é mesmo passar das marcas dizer "Go home and be a family man!". Bem, e já que penso nisso, dar-lhe uma carga de tareia também não deve ser muito bem visto pelas femininistas... no entanto, tendo em conta a fama da Capcom, talvez seja melhor jogar pelo seguro como o Guile...

   Mas antes que o post descambe para cair sobre a atenção das senhoras activistas que queimam soutiens em plena praça pública (yes! deixem-nas andar livres!), vamos focar-nos nessa frase do Guile: "Go Home and be a Family Man!"

   Após distribuir muita fruta, Sonic Boom pra esquerda e pra direita e proferir a frase a todos os seus adversários (independetemente de serem "man" ou não), chega finalmente frente-a-frente com M. Bison (ou Vega se viverem no Japão). Chegou a altura de largar as luvas, é tempo de vingar Charlie (ou Nash se viverem no Japão). Vamos a isto:



    E não querem lá ver!? Após pregar tanto a todos, ELE é que foi para casa ser um homem de família! Pior, a sua esposa, Julia, é de facto irmã de Eliza, a noiva do Ken. Tenho a certeza que os jantares de familia são sempre um festim de quid pro quo entre cunhados do estilo:

Guile: Passa o sal.
Ken: Claro, "Family Man"!
Guile: ... SONIC BOOM!
Ken: Hadoken! Hadoken!

   Já dizia a Alanis, "Isn't it Ironic? Don't you think? A little tooooo ironic? Yeah I really do think. ITS LIKE RAAAIIIIAAAAAAAAIIIIINNNNN..." e o resto da letra não sei, este pequeno excerto foi sempre o que consegui tolerar sem desligar a música.

  Lá está, "Ironia". É uma coisa lixada, mas nem sempre sem a sua graça. Podia ser bem pior, podiamos eternamente ter o Guile associado à imagem de um Belga num filme muito mau!



   Ops... epá, pois... já dizia a Alanis...
   "It's like RAAAAAIAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIINNNNNNNNNNN..." etc, etc.
   Se calhar devia ouvir o resto da música, um dia destes...


Shiryu     
Estadus Psicologicus:
Adeptus Musicalis: Bear McCreary - The Olympic Carrier

Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Super Shiryu Land: Videojogos, Arte?





   Aqui fica para a posteridade, o meu mail na integra que enviei há uns meses para a
Hype! sobre a temática em discussão logo no seu número inicial. Como não foi publicada, e hoje sinto-me particularmente preguiçoso, que melhor maneira de dar uso a este monte de texto que está aqui a ganhar pó no meu PC do que o partilhar convosco.


   Cá está uma questão recorrente entre mim e os meus amigos. Infelizmente, acabamos quase sempre todos aos berros em vez de chegarmos a um consenso... porque a percepção de 'arte' é extremamente subjectiva.
 
    Por exemplo, facilmente todos cantamos em uníssono "O 'Gears of War' é arte!" , para segundos depois um elemento do sexo feminino proferir "Arte? É um gajo feio com armas grandes a matar gajos ainda mais feios!" . Abençoadas as mulheres, por conseguirem desfazer toda a mítica dos jogos que tanto nos apaixonam com a sua percepção diferente do mundo... mas isso será certamente um tema para outra altura.
 
    Embora seja indiscutível que um jogo é um produto de artistas (designers, músicos, guionistas e sim, programadores, cuja arte  é quase sempre invisível ao público, mas está lá) infelizmente, nem sempre o produto final pode ser considerado 'arte'. Parte desta situação deve-se ao estado da indústria em si, onde sequelas sem inspiração enchem as nossas prateleiras de lixo (sim, EA, estou a olhar na vossa direcção... mas a culpa não é só vossa) e que pelo nome apenas conseguem vender uma quantidade significativa de unidades, recompensado assim não a imaginação e a criatividade, mas o "jogar pelo seguro" de fazer um jogo com uma licença e usando motores de jogo já usados no ano anterior. Isto não é arte, é reciclagem.
 
    Felizmente, ainda existe percentagem de sequelas que são 'arte', como 'Metal Gear Solid 3', 'Devil May Cry 3', 'Resident Evil 4' , 'Ace Combat 6' e muitos outros, mas sobre esses jogos cai uma pressão enorme de manter a qualidade que fez os originais um sucesso... o que pode levar a trabalhos à pressa ou a erros graves na sua produção... quem jogou 'Rogue Squadron 2' na GameCube para depois ser presenteado uns anos mais tarde pelo 'Rogue Squadron 3', percebe onde eu quero chegar.
 
    Mas ainda mais grave nos tempos correntes, quando a 'arte' é penalizada e mesmo censurada. Já muita tinta correu sobre o tema do 'Manhunt 2', por isso vou-vos poupar à minha opinião sobre a censura, preferindo antes referir um evento que me deixou bem mais triste:
 
    'Okami'.
 

    É arte! É impossível qualquer pessoa ficar indiferente ao 'Okami'. De facto, todos os jogos da Clover Studios têm  uma vertente artística, presente do 'Viewtiful Joe', no 'GodHand' e atigindo a sua exponente máxima com o 'Okami'. No entanto, não vendeu em número de unidades suficiente para a casa-mãe (Capcom) justificar a sua existência, tendo a mesma decidido em 2006 dissolver a Clover, assimilando parte do seu staff enquanto os restantes formaram um novo estúdio independente.
 
    Levantaram-se muitas vozes de desagrado contra a Capcom,especialmente por parte dos fãs, no entanto, poucos foram os que se aperceberam que a culpa não é da Capcom, que como muitas semelhantes, não está no ramo da filantropia, mas para fazer dinheiro, obrigação que deve aos seus accionistas. A culpa está sim, mais uma vez, no estado actual da indústria, sendo este um dos exemplos mais flagrantes de penalização de uma obra de arte fresca e inovadora, que tal como muitas outras obras de arte ao longo da história, não lhe foi atribuído o devido valor na data do seu lançamento. O jogo saiu tarde na Europa e encontra-se actualmente à venda por menos de 20 euros novo... se fosse um jogo feito por mim, o meu coração estaria partido.
 
    O Bono dos U2 uma vez disse "I don't understand it... so it must be art." quando inquirido sobre a lendária 'Zoo TV'. É exactamente por isso que é difícil ter uma posição definida neste assunto, eu não percebo porque é que um jogo para mim é arte. Apenas sei que aqueles que considero arte, são os que me fazem esquecer o mundo real e que me permitem sonhar. Pena a indústria cada vez está a perder mais a sua inocência (se é que alguma vez a teve...) e onde jogos que custam milhões de dólares a produzir sejam processados por uma extensiva máquina de marketing que transforma muitas vezes puro lixo em moda essencial, criando a necessidade de os comprar... mas enquanto nomes como Shigeru Miyamoto ou Hideo Kojima fizerem parte dessa mesma indústria, a 'arte', de uma maneira ou outra, estará sempre presente. Resta-nos a nós, público consumidor, recompensá-la de forma a mostrar às distribuidoras que nem todos somos autómatos alinhados nas lojas à espera de comprar o 'G.T.A. XXVIII: Mass Nuclear Armageddon on the Moon' (hey! Só pela premissa do nome, eu comprava!), que ainda há deste lado quem goste de ser surpreendido por criatividade e ideias novas... "art lovers".
 
    Ironia das ironias, para finalizar esta minha já extensa opinião, rumores apontam que o nome "Clover" adveio da junção de duas palavras distintas: "Creativity Lover".


Shiryu     
Estadus Psicologicus:
Adeptus Musicalis: Bear McCreary - Fight Night

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