Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Preteritus Perfeitus: Renegade (ZX Spectrum 48k)




    Este é um dos meus jogos favoritos de sempre, daqueles que me fazem correr o EmuZWin quase diariamente, para reviver as tardes e noites que passei a jogar freneticamente ao Renegade. Sempre gostei mais deste do que do seu sucessor, Target Renegade, o qual também joguei bastante no meu ZX Spectrum 48k. Para quem não sabe (provavelmente a maioria de vós), este é o primeiro jogo de sempre do Kunio!

    Deixo-vos com os vídeos dos quatro níveis que compunham um dos mais brilhantes videojogos da história.


Nível 1






Nível 2





Nível 3





Nível 4




Fonte: My sweet memories

Jokeman   
Estadus Psicologicus:

Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

XBLA: Lesma de Metal 3!



   Pequeno lembrete para quem não foi hoje ligar o Live Arcade para ver o que havia de novo que a versão HD e clássica daquele que é unanimamente o melhor Metal Slug de todos está agora disponível para compra no Market Place:



   A ver vamos, será que o Metal Slug 7 exclusivo da DS será melhor? A ver vamos...


Shiryu     
Estadus Psicologicus:
Adeptus Musicalis: Bear McCreary - Scar

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Preteritus Perfeitus - GO FAST!


   Como é que se supera a perfeição*?

   "GO FAST!". Esta é a mensagem subliminar que se pode "ler" nos neons logo na primeira pista, a já tradicional Mute City. Digo "ler" entre aspas, pois de facto, quando se corre a velocidades médias de 1500 km/h, apenas temos uma breve percepção das letras.

   Comprei este jogo assim que apareceu por cá, no ínicio de Novembro de 2003. Não tinha uma GameCube, essa só chegou a minha casa a 2 de Janeiro de 2004, mas comprei e ficou em casa do Norritt, sendo a sua GameCube roxa o intrumento para ver pela primeira vez esta obra de arte.

  Era um jogo muito especial. O casamento completamente utópico há uns anos atrás entre a Nintendo e a Sega, uma colaboração directa entre ambas as equipas AMV da Sega e EAD da Nintendo... uma "dream team" em pleno sentido da  expressão.

   Já andava em pulgas, depois de ter feito download de algumas trailers da GameOver e lido na EDGE de Outubro de 2003 "(...) F-Zero GX has it where it counts. The combination of blistering speed, responsive controls and rivals with genuine personality makes this one of the most addictive games of the year." Nada poderia ser mais verdadeiro.

  F-Zero GX é para mim a expressão mais pura de um Videojogo (com V maiúsculo), é incrível o quanto nos é oferecido neste pequeno DVD.

   Muito foi adicionado à velha fórmula dos F-Zeros anteriores. GX era mais em tudo, uma explosão de adrenalina, velocidade, música (a banda sonora conta com 85 faixas diferentes!), pistas de uma beleza incomparável a qualquer título da altura (mesmo hoje, ao lado das consolas da corrente geração, não ficam nada mal), 41 pilotos(cada um com o seu tema musical) e naves diferentes, sendo que 29 deles sempre ao mesmo tempo nas pistas conosco, disputando o mítico lugar.

   Repescada e expandida veio uma das melhores adições da expansão do F-Zero X  para o malogrado  DD64, a construção das nossas próprias naves. É possível escolher de diversas partes que vamos comprando ou desbloqueando ao longo do nosso progresso no jogo, divididas em três partes: cockpit, body e engine. Não existe uma máquina "perfeita", mas existem várias possibilidades interessantes que permitem a cada pessoa ter o seu próprio veículo que se adapte ao seu estilo de jogo. Brilhante!

   No entanto, há algo neste jogo que é preciso ter em conta: a dificuldade. Cito da crítica da GameOver "Conclusão, a Amusement Visions fez um excelente trabalho, dando um novo fôlego à saga F-Zero. Peca (...) por um nível de dificuldade que não se adapta ao comum dos mortais. ".

   Isto é que apanha a maior parte dos jogadores sem qualquer aviso, rapidamente levando À frustração e perda do desejo de continuar a jogar. O modo "Story" do jogo que acompanha as andanças do Cpt. Falcon, é muito possívelmente dos desafios  mais difíceis que já fui confrontado em toda a minha vida de gamer. Escusado será de dizer  que completar o referido modo, vos recompensava com umas peças extremamente deliciosas para contrução da nossas naves...

   F-Zero GX não é para os fracos do coração e de paciência. Penso que o mercado "casual" que se cada vez mais vai pronunciando nesta geração, se vissem este jogo, eram capazes de ir parar ao psiquiatra... "Mas doutor, eu consigo acabar todos os jogos da Nintendo, porque é que este faz de mim um imbecil inapto incapaz de manter a nave na pista!?". Quando forem começar a jogar a este jogo (por favor, se tiverem uma Wii, façam por jogar a este jogo!), metam logo o vosso ego de férias, porque tudo o que pensam que sabem sobre jogos de corrida vai ser testado a limites que nem voçês imaginariam possíveis.

   Bem, já que falei tanto na construção de naves, deixo-vos aqui um vídeo com as 4 meninas dos meus olhos: a minha garagem pessoal. Já agora, é bem possível que mesmo tendo o jogo, nunca tenham visto nem as peças que usei na construção, nem duas das quatro pistas. Press Play!



   Para mim, o único problema deste jogo é que me fez ficar extremamente exigente. Nenhum jogo de corridas me parece rápido o suficiente (embora o Excite Truck seja o que mais próximo existe de sequela espiritual). Enquanto escrevo este post,  só me apetece ir jogá-lo... nada a fazer, sou mesmo um animal de hábitos... acreditem, se a Wii não fosse compatível, a minha GameCube ainda estaria montada.

  Cá fico a pensar no meu pequeno mundo, e deixo o desafio à Nintendo: Como é que se supera a perfeição? Eles sempre me conseguiram surpreender com a evolução dos seus IPs... mas este, é-me mesmo muito, muito especial. Venha de lá o que vier em 2008, eu só peço uma coisa:

GO FAST!

   F-Zero GX Fun Fact #1: O jogo foi contruído numa versão melhorada e customizada do motor do Super Monkey Ball da GameCube, feito pela AMV.

   F-Zero GX Fun Fact #2: Foi o primeiro jogo a suportar o modo EDTV 16:9 480p na GameCube! Infelizmente, este modo foi retirado nas versões europeias, ficando então restricto às versões americanas e japonesas, onde na altura já existia uma percentagem razoavél de TVs que suportavam este modo, hoje o standard dos jogos na Wii. Enfim, na altura, o meu pai comprou uma Wega Engine da Sony... e mesmo em apenas 16:9 com ficha SCART, o jogo é simplesmente fabuloso.

   PS: A perfeição é subjectiva. A minha experiência de vida permitiu-me concluir que este jogo é com Super Mario Galaxy,10 em 10. Transcende a sua geração, é um clássico intemporal.


Shiryu      
Estadus Psicologicus:
Adeptus Musicalis: Bear McCreary - Battlestar Operatica

Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Preteritus Perfeitus - Guerras Coloniais



   Lá estou eu a cumprir promessas. Estreia hoje no ExGaD: Colony Wars da Psygnosis.



   Foi preciso esperar por 1997 até alguém ter finalmente conseguido realizar um dos meus sonhos: fazer um jogo de naves que fosse gráficamente suficientemente parecido com a série de culto  Babylon 5. Sim, o Wing Commander, o Elite, o X-Wing, o Tie Fighter e até mesmo o Starfox da SNES (Starwing na Europa) já tinham dado muitos passos correctos, mas era preciso usar muito a  nossa imaginação. Finalmente, havia tecnologia suficiente para ser feito este grande épico dos videojogos, que está hoje caído no esquecimento.

   A Psygnosis usou todo o seu engenho e o que tinha aprendido com mais de um ano de desenvolvimento na Playstation e desenhou um motor bastante ambicioso. Quase parecia Wipeout 2097 sem pista! Tudo se movimentava suavemente, por muitos lasers ou naves gigantescas que se passeavam no ecrã da TV. Um feito para a altura.

   Tim Wright estava também de volta, mas desta vez, nada de CoLD SToRaGe. A banda sonora de Colony Wars é digna de uma space opera, música clássica e épica que serviam de complemento perfeito para a acção que decorria no ecrã. Ficou mais do que provada, portanto a versatilidade de Tim Wright em compor dos mais diversos estilos musicais, pois estavamos perante algo muito diferente dos seus temas musicais do Lemmings no Amiga ou a electrónica de WipeOut.

   Para acabar em pleno, a história em si. Simplesmente divinal, na altura, o meu maior jogo, com 2 CDs (mas durou pouco esse reinado, pois logo a seguir comprei Final Fantasy VII com os seus 3 CDs) repletos de filmes em CGI narrados na 1ª pessoa pela nossa personagem (James Earl Jones, imaginem lá!), piloto da League of  Free Worlds, grupo constituido pelas colónias que sofriam opressão do Earth Empire. Somos imediatamente atirados para a acção no nosso sistema solar de Gallonigher. A nossa prestação nestas primeiras missões vai decidir o rumo da história. Sim, nada era fixo, existiam várias ramificações na história, que eram decididas pelo nosso sucesso ou derrota nas missões, sendo eventulamente conluida a campanha da guerra colonial num de cinco diferentes fins. Isto ofereceu imenso valor de rejogabilidade, eu só larguei o jogo depois de ver absolutamente tudo.

   Não vos chateio mais com as minhas palavras, carreguem no play e lembrem-se que isto era 1997, faz já uma década:



   Ainda hoje, não fica nada mal comparado com as ofertas correntes. Ainda sinto alguns dilemas morais, pois um dos fins permitia-nos destruir todos os warps do sistema solar e deixar a Terra condenada à fome, miséria e guerra civil. É o costume, existe uma linha muito ténue entre opressor e oprimido, após uma reviravolta na balança de poder. Algo que imitava perfeitamente o conflito Narm/Centauri do Babylon 5, note-se.

   Algo irónico também, é hoje termos a tecnologia para fazer realidade este tipo de jogo com gráficos completamente de sonho, e com a excepção do Project Silpheed para a 360 da Square-Enix, não pareve haver grande interesse por parte do mercado neste tipo de jogos. Nem mesmo as duas sequelas de Colony Wars na Playstation chegaram ao brilhantismo revolucionário do original. Foram preciso anos até este jogo ter sido batido, pelo veteranos da Anvil, com o seu brilhante Freelancer para PC. Mas isso, é post para outro dia...

Estadus Psicologicus:
Adeptus Musicalis: Bear McCreary - All Along The Watchtower

Sábado, 29 de Dezembro de 2007

Preteritus Perfeitus - F-Zero White Lands



   Já me sentia mal por não vos ter falado do F-Zero antes do WipeOut. Corrijo hoje esse lapso.


   Este foi o jogo que me fez comprar uma Super Nintendo. As imagens que via paradas nas revistas Hobby Consolas espanhola e Super Power francesa intrigavam-me. O jogo foi o primeiro título a ser lançado no Japão ao lado do Super Mario World em 1990. Para mim, na realidade Commodore Amiga, os jogos de corridas eram todos feitos à base de sprite scaling (Lotus, Jaguar, etc) por isso, a proposta do Mode 7 era completamente irresistível, fazer de uma superfície 2D passar a ser 3D.

   A Nintendo poderia perfeitamente ter feito um "tech demo", mas em vez disso, e como sempre o faz, desenha jogos em torno da sua tecnologia. Assim surgiu o F-Zero, a génese de um sub-género de videojogos, as corridas futuristas com naves antigravitacionais.

   Foram precisos dois anos para a Super Nintendo chegar à Europa. Num mundo onde a Internet era apenas para alguns e o YouTube mera ficção cinetífica, eu vi o F-Zero em movimento somente no dia que  trouxe para casa a minha SNES. E esse dia mudou tudo. Velocidade? Sim, sim, temos disso!

   18 anos depois e o jogo original continua a representar a forma mais pura de corridas deste género. Incrível como foi possível colocar 15 pistas diferentes num cartucho de 4 megabits (512 kbytes).

   A Megadrive nunca conseguiu ter um título que fizesse frente ao F-Zero. Eu fiz a minha escolha baseado no que li num único exemplar da revista americana GamePro, onde dedicaram várias páginas aos jogos e especificações técnicas da Super Nintendo. Se não tivesse comprado essa revista, teria saltado do Amiga para a Megadrive e nunca teria jogado F-Zero. Mesmo sofrendo do síndrome "Nintendo é para putos" e o sempre desagradável gozo dos meus colegas no Secundário (claro, toda a gente tinha Megadrive, excepto um reduzido número de pessoas que... como heide dizer, neste meu belo país Sony Playstation sem ofender ninguém... "que tiveram a coragem de pensar diferente" ? Isto não ofende ninguém, pois não? ok, siga...), olhando para trás... não só não mudaria nada, como me sinto com sorte por ter conseguido "viver" os grandes jogos como o F-Zero feitos na melhor consola de todos os tempos, a Super Nintendo, apesar de ter nascido em Portugal.

   Aqui fica White Land I e White Land II, seguindo a temática da neve e gelo aqui no ExGaD versão natalícia:



   Facto curioso (ou não) o F-Zero foi o meu primeiro jogo de SNES. Comprei a Nintendo  64 quando saiu o F-Zero X. Comprei o GBA com o F-Zero Maximum Velocity. Comprei a GameCube quando saiu o F-Zero GX (ui...este fica para daqui a uns dias). O primeiro jogo a ser jogada na minha Wii foi o F-Zero que comprei na Virtual Console (para grande diversão dos meus pais, que ainda se lembravam dele). Portanto, aqui fica o pensamento final: Onde está o F-Zero da DS e da Wii, senhores da Nintendo? E olhem que eu ainda não me esqueci que também nos devem uns quantos Pilotwings...


Shiryu     
Estadus Psicologicus:
Adeptus Musicalis: Ace Combat 4 Shattered Skies - Megalith-Agnus Dei

Da mente extraordinária de Shiryu às 23:14
Postus Linkus | Adeptus Comentarius | Adeptus Adicionarius Favoritus
Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Preteritus Perfeitus - A Caverna de Cristal!



   Em busca de refúgio do Grande Nevão, o gorila e o chimpanzé entram numa caverna. Mas que bela caverna! Se era bonita em 1994, agora é ainda mais, visto o 3D moderno já ter feito esquecer em muitos as coisas fantásticas que se faziam numa Super Nintendo, tornando cada vez mais estas "velharias" em tesouros estimados.
 

   Chiera-me que vou passar o Natal a jogar Super Nintendo...


Shiryu      
Estadus Psicologicus:
Adeptus Musicalis: Richard Gibs - Apollo is gone / Starbuck Return

Da mente extraordinária de Shiryu às 18:25
Postus Linkus | Adeptus Comentarius | Adeptus Adicionarius Favoritus
Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Preteritus Perfeitus #004 - Secret of Mana: Ice Country



   Como devem ter notado, estamos perto do Natal. Assim sendo e até fim da época, eu vou colocar aqui uns quantos Preteritus Perfeitus dedicados à neve.

   Arranco já em grande. Decorria 1994, ano em que algo estremamente raro sucedeu: um RPG foi lançado em territórios PAL para a Super Nintendo! Claro está, estou a falar do Secret of Mana, da então Squaresoft.


   Levaria muito, mas mesmo muito tempo em vos tentar transmitir porque é que este jogo é melhor que todos os que se encontram nas prateleiras neste momento (e sim, podem-me citar nisso) e posso garantir que quem não jogou Secret of Mana, nem imagina a obra de arte que perdeu, contida nos seus humildes 16 megabits.

   Aqui fica um pequeno clip de mim a fazer turismo pelo Ice Country. Fiquei pasmado a primeira vez que aqui cheguei, talvez pela música muito inspirada de Hiroki Kikuta, talvez pelo facto de todas as árvores estarem congeladas e contantemente animadas num ciclo de cores fantástico... ou talvez por ter encontrado o Rudolfo e o Pai Natal. Claro, também foi simpático ter salvo o Salamando, o espírito do fogo.
 


   Enquanto limpo a lágrima de nostalgia do canto do olho e ligo para o 112 para irem buscar o Luxxx que por esta altura ja teve mil espasmos de nostalgia e se encontra imobilizado no chão, sei que o Hernandez também já deve andar a procura do seu cartucho, enquanto o Norritt pensa que nós os 3 devemos ser parvitos, pois ele na altura (e convenhamos, muito boa gente em Portugal) tinha uma Megadrive...

   As palavras não servem para descrever a razão por este jogo ser especial, simplesmente é. Pior do que isso, é a prova definitiva que ao longo deste caminho todo de evoluções e revoluções, algo de mesmo muito mágico se perdeu, pois não existe equivalente actual a esta obra. Espero que surja na Wii VC (é bem provavel, estamos a falar de um titulo extremamente popular no Japão e na América), possibilitando assim à malta jovem de poder dizer:

   "Sim eu acabei o Secret of Mana. Eu agora compreendo o Shiryu."

   Acreditem, é uma dupla honra rara poderem dizer tal coisa: Acabar um dos melhores jogos alguma vez feitos de sempre e compreender-me (sou muito incompreendido... *snif*).


Shiryu      
Estadus Psicologicus:
Adeptus Musicalis: Hiroki Kikuta - Ice Country

Adeptus

Adeptus Pesquisaris

 

Julho 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Recentis Postus

Preteritus Perfeitus: Ren...

XBLA: Lesma de Metal 3!

Preteritus Perfeitus - GO...

Preteritus Perfeitus - Gu...

Preteritus Perfeitus - F-...

Preteritus Perfeitus - A ...

Preteritus Perfeitus #004...

Adeptus Arquivus

Julho 2010

Junho 2010

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

tags

todas as tags

Adeptus Linkus

SAPO Blogs

subscrever feeds